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Silvia Cristina vai discutir reajuste do café com ministra


O Ministério da Agricultura (Mapa) reajustou em 15,31% o preço mínimo do café conilon do Brasil para a safra 2020/2021, prevista para iniciar em abril. Porém, a portaria assinada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na última quarta-feira (4), deixou o estado de Rondônia fora desse reajuste.

Na publicação do Diário Oficial da União (DOU), o Mapa estabelece que o preço mínimo da saca 60 kg do café conilon tipo 7 (com até 150 defeitos, peneira 13 acima e teor de umidade de até 12,5%) vai aumentar de R$ 210,13 para R$ 242,31 em todo país, exceto para Rondônia. Segundo a portaria, o estado rondoniense permanecerá na safra 2020/2021 com a saca de conilon custando a partir de R$ 210,13.

A deputada federal Silvia Cristina (PDT), repudiou este reajuste que deixa Rondônia de fora. “Um absurdo deixar os agricultores familiares de Rondônia de fora dos reajustes de tabela. O estado de Rondônia possui um dos melhores cafés do Brasil. Em 2019, uma pesquisa do IBGE apontou Rondônia como dos estados brasileiros que mais produziram café da espécie Canephora. Muitos produtores rondonienses investem na alta qualidade da produção do café no estado. Nada justifica essa indiferença com nossos produtores”, finalizou a deputada que já solicitou audiência com a ministra para discutir esse assunto nos próximos dias, em Brasília.

Conforme informações do site G1, a tabela do preço mínimo do café já existia no país, mas esta foi a primeira vez que o Mapa estabeleceu uma diferenciação no preço do conilon para os produtores de Rondônia. Na portaria de n° 66, o Ministério da Agricultura ainda afirma que os 'preços mínimos são estabelecidos em favor dos produtores'. Em uma nota publicada no site do Mapa, a pasta diz ter sido estabelecida uma regionalização para o preço do conilon e, com isto, Rondônia ficou de fora.

Assessoria