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Adolescente do Instituto de Acolhimento se destaca em projeto de leitura

Uma adolescente acolhida no Instituto Municipal de Acolhimento Adélia Santana, mantido pela Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, ganhou um concurso de leitura do projeto “Eu sou um Leitor”, promovido pela Fundação Ji-Cred.

A estudante foi premiada com uma bicicleta, doada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que reverteu os valores arrecadados de multas de ações trabalhistas para a compra do prêmio e livros para a biblioteca da instituição. A Fundação desenvolve o projeto há dois anos. Os alunos são incentivados a ler livros e são premiados a cada seis meses.

A adolescente de 14 anos leu 16 livros durante quatro meses e foi destaque nos resumos das obras. O desempenho dela chamou a atenção do juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, Carlos Antônio Chagas. O magistrado convidou a adolescente para conhecer o prédio do TRT em Ji-Paraná, por meio do programa “Justiça de Portas Abertas”.  A jovem estudiosa acompanhou uma audiência e viu de perto como funciona o pode judiciário.

Segundo o juiz Carlos Antônio Chagas, o objetivo da visita e do incentivo a leitura é contribuir para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, ampliar o senso crítico e preparar os jovens para o mercado de trabalho.

“Nós temos toda uma preocupação no combate ao trabalho infantil, e a formação intelectual e a educação é a base para tudo isso. A leitura é extremamente importante. Os livros abrem caminhos, rompem horizontes e possibilitam que as pessoas criem novas perspectivas”, destacou o juiz que também é escritor e admirador da literatura.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Sônia Reigota, esse trabalho é fruto de um processo de melhorias adotado na Instituição de Acolhimento do município.
“Temos tornado a Instituição cada vez mais acolhedora. Envolvemos nossos acolhidos em atividades que promovam melhorias no desenvolvimento das crianças e adolescentes. A prova de que tem dado certo é a adolescente que ganhou o prêmio da Fundação Ji-Cred. Nós vamos preservar a identidade dela, não mostrando o rosto ou o nome, mas precisamos divulgar esses bons frutos que parcerias como esta tem dado. Nossa equipe da Instituição tem feito um bom trabalho, a pedido do nosso prefeito, para que possamos oferecer melhor qualidade de vida aos acolhidos”, finalizou a secretária.

Observação: Para não expor a adolescente acolhida na Instituição, não serão divulgados o nome e o rosto dela. 

Decom